Vez por outra o espectador se depara com filmes que se destacam apenas pela forte atuação dos protagonistas. É o caso de Era uma vez um sonho, cujo destaque reside na interpretação de Glenn Close, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante pelo papel de Mamaw, uma avó, fortemente maquiada, que assume os cuidados de seu neto, Vance.
A história, baseada em fatos reais, segue o ponto de vista de Vance, primeiro na infância, quando passava férias com os avós, depois como um jovem advogado, morando com a família em Ohio. O tema central são as conturbadas relações familiares, marcadas por sugestões de abusos domésticos, alcoolismo e profundas crises depressivas. Sem grandes destaques narrativos, a história segue os contornos do melodrama familiar, centrados na relação entre Vance e sua mãe, que luta contra a depressão e o alcoolismo.
Era uma vez um sonho (Hillbilly Elegy, EUA, 2020), de Ron Howard. Com Amy Adams (Bev), Glenn Close (Mamaw), Gabriel Basso (Vance), Haley Bennett (Lindsay), Bo Hopkins (Papaw).
No prólogo, intitulado Era uma vez, o cineasta Quentin Tarantino narra, com imagens de seu filme Era uma vez em Hollywood, um diálogo ao telefone entre o agente Marvin (Al Pacino) e o ator de Hollywood Rick (Leonardo DiCaprio). O agente tenta convencer Rick a se encontrar com Sergio Corbucci. Rick pergunta quem é Corbucci, ao que o agente responde: “O segundo maior diretor de faroeste espaguete do mundo todo.”
É o ponto de partida para o documentário sobre Sergio Corbucci, que era frequentemente confundido com seu grande amigo Sergio Leone. O tom do documentário são os longos depoimentos de Tarantino, admirador confesso, inclusive com homenagens em seus filmes, do diretor de Django (1966). Tarantino revela que cogitou, depois de filmar Bastardos Inglórios, escrever uma biografia de Corbucci intitulada O outro Sergio.
Tarantino explica o nascimento da carreira dessa geração que mudou o gênero western a partir do final dos anos 50: “Toda aquela turma de diretores do faroeste espaguete, Leone, Corbucci, Duccio Tessari, Franco Giraldi, todos eles eram amigos. Todos eram críticos que escreviam para revistas e jornais sobre filmes. E todos eles adoravam faroeste. Essa turma de caras começou a trabalhar como críticos e, aos poucos, eles viraram roteiristas. Por meio da escrita, viraram diretores de segunda unidade. E foi onde realmente aprenderam o ofício deles.”
O roteirista e diretor Ruggero Deodato também participa do documentário, comentando sobre sua participação em diversos filmes de Corbucci. Outro ponto de destaque é a participação de Franco Nero, intérprete do célebre Django.
Django & Django é um retrato fascinante desse diretor italiano tão apaixonado por cinema que resolveu renová-lo, participando de forma decisiva de uma espécie de movimento que foi visto pela crítica como paródia, como cinema menor. Visão que Tarantino, com certeza, não concorda:
“Para mim, o Leone criou a maior trilogia da história do cinema, a trilogia dos dólares. Cada filme é um épico maior do que o anterior. Cada um expressa mais os faroestes. Cada um expressa mais como artista, quem ele é e o que quer fazer. Cada um é uma recriação maior do faroeste sobre a ótica dele. O Corbucci é diferente. O Corbucci decidiu não fazer isso. Quando começou a fazer faroeste espaguete, ele não visou épicos. Ele optou pelo tipo de filme de caubói mais violento. Ele os queria dentro do gênero. Não são épicos. São filmes de caubói, filmes de vingança.”
A despedida de Daniel Craig do agente secreto é emocionante. O final deixa no ar a certeza de que nossos heróis são assim, como nós. Essa foi, inclusive, a base da renovação da franquia 007 desde Casino Royale (2006): Bond sofre de diversos males físicos e sentimentais, um herói mais próximo, afeito aos conflitos internos e externos (lembrem-se das cenas de tortuna) que acometem as pessoas comuns.
No time to die começa com uma impactante sequência em uma casa de campo no inverno gélido, quando são apresentados Madeleine, ainda criança, e Safin, o vilão. Corta anos depois para cenas idílicas de Bond curtindo suas férias em Materna, sul da Itália, junto com Madeleine, sua namorada. São cenas idílicas, sensuais, nas belas praias, nas vielas históricas, nos quartos de hotéis, assim como em todo filme de 007. Um atentado contra a vida de James Bond dá fim ao romance, instaurando a dúvida entre o casal.
São dois prólogos recheados de cenas de romance, sexo, ação, perseguições de carros, mortes assustadoras. Cinco anos depois, Bond está aposentado, seu codinome 007 é usado agora por uma agente secreta. No entanto, Lyutsifer Safin, o vilão da primeira sequência, ressurge e se apodera de uma poderosa arma química que pode dar fim à humanidade.
É a senha para a volta de Bond à ação, em uma narrativa repleta de reviravoltas, sequências mirabolantes de suspense e ação, um amor do passado que volta com surpresas, coadjuvantes que se destacam em momentos decisivos da trama, mulheres empoderadas em ações espetaculares quando resolvem sozinhas os problemas (diante de um Bond atônito); enfim, o velho e o novo 007 oferecem ao espectador tudo que ele tem direito quando se senta diante de um Bond, James Bond. O final apoteótico deixa uma dúvida que se dissipa rapidamente: James Bond will return!?.
007 – Sem tempo para morrer (No time to die, EUA, 2021), de Cary Joji Fukunaga. Com Daniel Craig (James Bond), Ana de Armas (Paloma), Rami Malek (Lyutsifer Safin), Léa Seydoux (Madeleine). Lashana Lynch (Nomi), Ralph Fiennes (M), Ben Whishaw (Q), Naomie Harris (Moneypenny).
O filme começa com uma belíssima homenagem a Jacques Tati: câmera filma do lado de fora um garçom subindo por um prédio, o espectador acompanha a subida pelas janelas, exatamente como a clássica cena de Meu tio (1958). A outra homenagem é também saudosista, pois a narrativa acompanha quatro histórias narradas por jornalistas, de um tempo em que o romantismo, a ousadia, a liberdade de expressão ainda eram tônicas deste fascinante mundo dos contadores de histórias reais.
Arthur Howitzer Jr. investe o dinheiro do pai para fundar uma revista, A crônica Francesa, recheada de reportagens de estilo literário. As quatro histórias traduzem o jornalismo investigativo, os repórteres acompanham e investigam os fatos narrados. Um ciclista/jornalista percorre as ruas da cidade contando as histórias de seus moradores; uma crítica de arte narra a fascinante saga de um artista que está preso por assassinato e se torna um expoente da arte moderna; um jornalista capaz das maiores frases literárias da revista se envolve com o mundo do crime para retratar os perfis dos mafiosos; uma jornalista tem um caso com um jovem revolucionário quando cobre os manifestos estudantis nas ruas da cidade.
O estilo extravagante na direção de arte e, principalmente, cenografia, está presente em todas as histórias. A narração de Anjelica Huston colabora com o charme deste filme para ser visto e ouvido com os sentidos abertos à sensibilidade artística de Wes Anderson.
A crônica francesa (The French Dispatch, EUA, 2021), de Wes Anderson. Com Benicio Del Toro (Moses Rosenthaler), Adrien Brody (Julian Brody), Tilda Swinton (J.K.L. Berensen), Léa Seydoux (Simone), Frances McDormand (Lucinda Krementz), Timothée Chalamet (Zeffirelli), Lyna Khoudri (Juliette), Jeffrey Wright (Roebuck Wright), Mathieu Amalric (The commissaire), Stephen Park (Nescaffier), Bill Murray (Arthur Howitzer, Jr.)
Prepare-se para uma das sequências mais aterrorizantes do gênero noir. Depois de enganar mãe e filha em um parque aquático, Dancer (Eli Wallach) e seu comparsa as acompanham até em casa. Os dois estão incumbidos por um cartel de traficantes de drogas de resgatar um pacote de cocaína que foi plantado em uma boneca, transportada inadvertidamente pela criança para São Francisco. Dancer brinca com a criança, com um ar amável, enternecedor, no entanto, o espectador já sabe que ele é um frio assassino. Quando descobre que a criança usou a cocaína como maquiagem para a boneca, Dancer começa a pôr calmamente o silenciador no revólver, sinal de que vai matar a criança e a mãe.
O filme, dirigido por Don Siegel, tem uma espetacular sequência de perseguição de carro nesta cidade que parece ter sido construída especialmente para diretores e técnicos do cinema desfilaram seu talento em sequências de ações envolvendo automóveis pela ladeiras – veja Bullit (1968) e O corpo que cai (1958). A narrativa acompanha os dois bandidos durante um dia, buscando pacotes de cocaína implantados em bagagens de moradores da cidade.
Eli Wallach domina o filme com uma interpretação que revela todas as nuances de uma mente doentia que habita um psicopata assassino. Ele está conversando amigavelmente com suas vítimas, um segundo depois… bem, a mais pura essência do terror.
O sádico selvagem (The lineup, EUA, 1958), de Don Siegel. Com Eli Wallach, Robert Keith, Richard Jaeckel.
Quando sai da prisão, após cumprir pena de três anos por assalto, Eddie se casa com Joan, assistente do advogado de defesa do ex-presidiário. Os dois estão em lua de mel em uma pousada e saem para caminhar pelo jardim à noite. Param em frente a um pequeno lago, vislumbram um casal de sapos. Eddie diz a Joan: “Quer saber algo sobre sapos. Se um morre, o outro também morre. Um não vive sem o outro.” Joan comenta: “Como Romeu e Julieta.” A câmera filma o reflexo de Eddie e Joan nas águas, uma pequena turbulência deixa a imagem do casal difusa, como um espelho trincado.
A conversa e a força visual da sequência anunciam a tragédia na vida do casal apaixonado. O tema do filme é a impossibilidade de marginais se reintegrarem à sociedade, devido ao preconceito. Logo depois, os dois são expulsos da propriedade, pois os donos descobrem o passado de Eddie. Ele é despedido do trabalho e acusado injustamente de participar de um roubo à banco que resultou na morte de oito policiais.
A carreira do cineasta alemão Fritz Lang aponta para filmes que desenvolvem lutas individuais contra a força do destino, lutas quase sempre marcadas pela fatalidade. A potência visual de suas obras, exercitadas durante sua experiência no expressionismo alemão, simboliza a sociedade submersa nas sombras, na neblina, como na bela, triste e trágica fuga de Eddie da prisão.
“Lang expressa a condenação perpétua de Eddie Taylor por meio do motivo visual das grades, que sempre estão entre o personagem de Henry Fonda e os outros ou cercando-o na forma de sombras, tecendo um signo inequívoco. Mesmo fora da prisão, os cenários em torno de Eddie são compostos por linhas que o confinam, por janelas que o obrigam a ficar de fora ou do lado de lá. (…) Se a sociedade os impede de existir de outro modo, só será possível viver longe dela, num pessimismo romântico em que a liberdade se realiza ou na natureza ou na morte.” – Cássio Starling Carlos
Vive-se uma só vez (You only live once, EUA, 1937), de Fritz Lang. Com Sylvia Sidney (Joan Graham), Henry Fonda (Eddie Taylor), Barton MacLane (Stephen Whitney), Jean Dixon (Bonnie Graham), William Gargan (Padre Dolan).
Referência: Fritz Lang. Vive-se uma só vez. Coleção Folha Grandes Diretores no Cinema. Cassio Starling Carlos e Pedro Maciel Guimarães. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2018
A abertura de Cidade do vício destoa das características tradicionais do cinema noir e aproxima o filme de um relato documental. Clete Roberts, repórter, fala diretamente para a câmera, relatando o trabalho de cobertura jornalística que vai realizar na cidade de Phenix City, Alabama: “Estou aqui para descobrir a verdade sobre a cidade. Investigar o controle da cidade por um sindicato do crime e o assassinato a sangue frio de Albert A. Patterson, procurador geral do Alabama.” Segue-se uma série de entrevistas, primeiro com o jornalista que conquistou o Prêmio Pulitzer com a investigação da atuação dos criminosos na cidade. Depois, o repórter ouve moradores da cidade que lutaram para limpar a cidade. Corta para créditos do filme.
A segunda parte da película reconstitui a história anunciada pelo repórter, centrando a trama no trabalho do advogado Albert Patterson e seu filho, também advogado, John Patterson. O vício da cidade está instalado na rua principal, ocupada por casas de jogos, prostíbulos e outros estabelecimentos ilegais. O sindicato do crime controla tudo, inclusive a polícia, que assiste a tudo com a passividade característica da lei corrupta, que fecha os olhos.
Cidade do vício é um dos filmes mais realistas e cruéis do cinema noir. Aparentemente, os criminosos trazem prosperidade para a cidade, empregando grande parte da população nos cassinos e na indústria de produção de equipamentos para a prática da jogatina. Quando um grupo de moradores decide combater a organização, uma série de assassinatos acontece, como aviso para os cidadãos de bem. Jovens, mulheres e crianças, o crime não poupa ninguém em sua escalada sádica e tenebrosa. Quando o cadáver de uma criança negra é atirado de um carro na porta da casa do procurador geral do Alabama, sabemos que estamos diante de um dos filmes mais difíceis de assistir deste fascinante cinema noir. É a realidade, e a realidade é triste, dolorosa e, muitas vezes, sem esperança.
Cidade do vício (The Phenix City story, EUA, 1955), de Phil Karlson. Com John McIntire (Albert Patterson), Richard Kiley (John Patterson), Kathryn Grant (Ellie Rhodes), Edward Andreus (Rhett Tanner), Lenka Peterson (Mary Jo Patterson), Biff McGuire (Fred Gage), Truman Smith (Ed Gage), John Larch (Clem Wilson).
Os cineastas da Nova Hollywood fizeram parte da primeira geração de cinéfilos a se aventurarem pela realização cinematográfica. Steven Spielberg e George Lucas deram os primeiros passos na direção influenciados pelos filmes e seriados que assistiram vezes sem conta na infância e adolescência. Spielberg afirma que depois de assistir a Lawrence da Arábia (1962) decidiu que sua vida seria o cinema. George Lucas não nega a influência decisiva dos filmes de Akira Kurosawa, principalmente A fortaleza escondida (1958) na criação de Star Wars.
Em Carta para Elia, Martin Scorsese, com certeza o mais apaixonado pela história do cinema entre todos que participaram da Nova Hollywood, faz uma declaração bela, sensível e aficionada ao cinema de Elia Kazan. Scorsese desfila diante da câmera seu conhecimento insaciável sobre Kazan, discorrendo sobre a carreira e filmes do diretor. Dedica a maior parte das análises aos filmes que marcaram sua adolescência e influenciaram sua escolha pelo cinema: Sindicato de ladrões (1954) e Vidas amargas (1955).
A mancha na carreira de Elia Kazan também é debatida por Scorsese. Na década de 50, Kazan depôs no Comitê de Investigação de Atividades Antiamericanas, sob a presidência do senador Joseph McCarthy. Elia Kazan delatou colegas de trabalho, entre eles Lee Strasberg, do Actors Studio, supostamente por participarem de atividades associadas ao comunismo. Martin Scorsese não busca justificativas ou julga a delação de Kazan.
Nos anos 70, os dois se aproximaram se tornaram amigos, trocaram confidências sobre a paixão em comum pelo cinema. Scorsese comenta que nunca conversou com Elia Kazan sobre o que representaram Sindicato de Ladrões e Vidas Amargas na sua formação de cineasta. Prefere dizer: “Então, Elia. Isso sempre teve que ficar entre mim e os filmes e a única forma de poder lhe dizer o quanto significou para mim foi fazendo filmes.”
Carta para Elia (A letter to Elia, EUA, 2010), de Kent Jones e Martin Scorsese.
“Entre as técnica preferidas do cinema noir estão a iluminação chiaroscuro contida, ângulos estranhos, flashbacks, narração sobreposta em primeira pessoa, diálogos rápidos e mordazes e narrativas não lineares.” – Phillip Kemp.
A cidade que não dorme reflete estas tendências, com uma particularidade: a narração sobreposta é feita pela própria cidade, Chicago. “Eu sou a cidade. No alto da América e parte dela. Um caldo de todas as raças, credos, cores e religiões da humanidade. De meus famosos currais a minhas fábricas muito altas. De meus bairros de apartamentos à presunçosa Lakeshore Drive. Eu sou a voz, a pulsação desta gigantesca cidadela de civilização, alastrada, sórdida e linda, pobre e magnífica. E esta é a história. Só uma noite nesta grande cidade. Agora, conheçam meus cidadãos.”
Esses cidadão, cujas vidas se cruzam tragicamente nesta noite são: Greg Warren, ex-ator que ganha a vida se fazendo de robô em uma vitrine; Johnny Kelly, policial frustrado com a profissão e o casamento; Sally Connors, dançarina de clube noturno; Hayes Stewart, ex-mágico que se especializou em batedor de carteiras; Penrod Biddel, famoso advogado criminalista e Lydia, sua esposa.
A bela, jovem e fatal Sally Connors, por quem Johnny Kelly está apaixonado, desencadeia os conflitos, pois o policial aceita uma arriscada e ilegal oferta do advogado em troca de cinco mil dólares, dinheiro que seria usado para fugir com a dançarina.
Como se vê, Chicago não conta uma história de seus cidadãos comuns. A cidade escolheu os consagrados marginais do cinema noir, que transitam pela noite de armas em punho, movidos a corrupção, sexo, desejo de poder, traições. Nem mesmo os policiais são confiáveis, pois podem se entregar àqueles que devem combater. A fotografia de John Russell é um dos pontos fortes do filme. Atente para a sequência em que o homem robô presencia um crime nas ruas: a luz em seu rosto metálico, seu olhar se desviando ligeiramente para observar a bela mulher que corre na rua depois de ser atingida pelo tiro mortal, ajuda a entender por que somos tão apaixonados pelos filmes noir.
A cidade que não dorme (City that never sleeps, EUA, 1953), de John H. Auer. Com Gig Young, Mala Powers, William Talmer.
A noite aparentemente calma em um posto de gasolina. O atendente está feliz, escuta Doris Day no rádio, música que pedira. Atende dois homens, é golpeado na cabeça. Um terceiro desce do carro. Um assalto. O policial da ronda noturna para no posto, segue-se um tiroteio, é morto. De assaltantes, passam a assassinos de policiais.
A clássica abertura noir apresenta neste filme aquilo que todos tememos: noites serenas escondem o terror, a cidade na qual caminhamos tranquilos à noite pode se tornar tenebrosa. Para Steve também. É um ex-presidiário, completamente regenerado. Trabalha como mecânico de aviões, está deitado feliz com a mulher que ama quando o telefone toca. É um dos assassinos, que o conhece da penitenciária.
Cidade tenebrosa apresenta uma sucessão de cruzamentos de personagens que vivem na mesma região do assalto, alguns ex-presidiários que se envolvem com o assassinato, os policiais que investigam o caso, o chefe de polícia interpretado por Sterling Hayden em grande atuação. Uma trama de caça e caçador, no caminho pessoas inocentes são arrastadas para este submundo cruel da cidade noir.
Cidade tenebrosa (Crime wave, EUA, 1954), de André De Toth. Com Sterling Hayden, Gene Nelson, Charles Bronson.