Hanyo, a empregada

Essa aclamada produção sul-coreana, sucesso de bilheteria nos anos 60, influenciou a história de Parasita, de Bong Joon Ho. A trama, filmada quase integralmente em interiores, se passa entre uma escola e a casa do professor de música Dong Sik (Jin Kyu Kim). No começo, durante uma das aulas, ele é assediado por duas alunas. Uma delas é suspensa da escola, deflagrando um conflito entre o professor e suas alunas. 

No entanto, o verdadeiro conflito acontece quando o músico contrata Myung-Sook (Eu-Shim-Lee), uma jovem empregada, para ajudar sua esposa, grávida do terceiro filho. Myung-Sook começa a seduzir o patrão, revelando passo a passo seus planos diabólicos, nascidos de uma mente doentia. 

É um suspense aterrador (atenção para a sequência do possível envenenamento do filho caçula da família) que aborda a fria divisão de classes na Coréia. A obsessão sexual domina a narrativa em mais uma obra-prima deste ousado novo cinema dos anos 60. 

Hanyo, a empregada (Coreia do Sul, 1960), de Kim Ki-Young. 

Estradeiros

O documentário segue a jornada de artistas de rua que perambulam pelo Peru, Buenos Aires, São Tomé das Letras, Recife e São Paulo. É um  road-movie de pessoas que se consideram livres, sem as amarras do mundo capitalista, vivendo de sua produção artesanal, vendida nas ruas. 

Os depoimentos transitam por reflexões sobre as cidades, as ruas, a sociedade que insiste em rotular. Estradeiros demonstra que histórias verdadeiras,  comoventes, divertidas, que provocam reflexões, são a base dessa vida nômade. Viajar sem destino, muitas vezes sem dinheiro, é a verdadeira essência da liberdade?

Estradeiros (Brasil, 2011), de Sergio Oliveira e Renata Pinheiro.