Morango e chocolate

Morango e chocolate (Fresa y chocolate, Cuba, 1993), de Tomás Gutiérrez Alea, conquistou o Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim e é o único filme cubano indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A narrativa acompanha a relação que se cria entre David (Vladmir Cruz), estudante de ciências políticas, e Diego (Jorge Perugorría), artista homossexual. Enquanto David é militante comunista, defensor da revolução, Diego tem ressalvas sobre os princípios adotados pelo regime, principalmente em questões relacionadas à censura cultural e às perseguições que sofre por sua identidade sexual. 

O diretor Tomás Gutiérrez Alea, cuja obra mais aclamada mundialmente é Memórias do desenvolvimento (1968), continua com seu olhar crítico sobre as consequências da revolução comunista em Cuba, principalmente, em termos econômicos, sociais e culturais.

Os debates entre David e Diego representam os olhares distintos sobre o regime. Ambos defendem a justiça social, porém discordam sobre os métodos adotados. O preconceito social também é tema relevante da trama. 

A princípio, David renega Diego, “um maricón”, mas se deixa envolver cada vez mais pela sensibilidade, delicadeza e inteligência do jovem artista. O gesto final entre os dois é de enternecer até o mais empedernido dos espectadores. 

Elenco: Jorge Perugorria (Diego), Vladimir Cruz (David), Mirta Ibarra (Nancy), Francisco Gattorno (Miguel). Marilyn Solaya (Vivian).