
A temática de Olivia (França, 1951), de Jacqueline Audry, marcou o cinema europeu no início dos anos 50. A história se passa no final do século XIX. A jovem inglesa Olivia (Marie-Claire Olivia) chega a um internato feminino nos arredores de Paris. A escola é dirigida por duas belas e sedutoras mulheres: Mademoiselle Julie (Edwige Feuillère) e Mademoiselle Cara (Simone Simon).
As jovens internas estão divididas em duas espécies de facções: as julistas e as caristas. No princípio, Olívia é cortejada pelas duas diretoras, mas ela não consegue encobrir o fascínio que passa a sentir por Julie, provocando um ciúme doentio em Cara.
Jacqueline Audry ousou ao adaptar o romance autobiográfico de Dorothy Bussy. O fascínio que Olivia sente por Julie rapidamente se revela uma paixão avassaladora e declarada. A princípio, a diretora incentiva esse amor, mas se rende ao receio das consequências dessa relação em uma sociedade preconceituosa e repressora. Atenção para o sedutor e insinuante baile de máscaras, onde se revelam triângulos amorosos no internato, com direito a um provocativo beijo de Jullie no pescoço de uma de suas alunas.
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