
Como a geração sexo, drogas e rock’n’roll salvou Hollywood (Easy riders, raging bulls: how the sex, drugs and rock n’ roll generation saved Hollywood, EUA, 2003), de Kenneth Bowser.
O livro de Peter Biskind no qual se baseia o documentário é visto sob dois aspectos. Primeiro, é considerado um dos livros mais relevantes sobre a Nova Hollywood, período compreendido entre 1967 e o final dos anos 70. Segundo, foi criticado por membros importantes da comunidade cinematográfica devido ao apelo às histórias, ou “fofocas”, resumidas no título: sexo, drogas e rock n’rool.
O documentário mantém essa dualidade, destacando a importância do movimento para o cinema contemporâneo que impactou o mundo com obras como O poderoso chefão, O exorcista, A última sessão de cinema, Taxi driver, Chinatown, M.A.S.H., A conversação, Operação França, Apocalypse now, entre tantas outras.
A polêmica se manteve, principalmente com a recusa de Steven Spielberg e George Lucas em serem entrevistados para o documentário. Segundo o livro e o documentário, os dois mais renomados diretores do movimento foram responsáveis por promover o renascimento dos grandes estúdios e, consequentemente, do sistema de estúdios, após o lançamento de blockbusters como Tubarão, Contatos imediatos do terceiro grau e Star Wars.
Outros membros fundamentais do movimento, considerados os rebeldes – os movie brats, participam do documentário, com histórias, análises e importantes reflexões: Dennis Hopper, Peter Fonda, Paul Schrader, Richard Dreyfuss, Cybill Shepherd, Martins Scorsese, além de críticos do cinema. A narração do filme é de William H. Macey.
Deixe um comentário