A cada passo perdido
encontro seu rastro marcado
por cada luar desprotegido
chamo uma estrela envolvente
então a gente diz chega
para não cessar jamais
aquele desejo ardente
que faz da saudade a nascente.

Caminho pela madeira lapidada
por lápides sem nomes escritos
somente sua sombra gravada
na vitrine de pedra do aguaceiro.

Por cada mente envolta por luares
sonho seu corpo envolto por meus braços
por cada pensamento na solidão do espelho
dou um passo na multidão
a cada rua desarticulada
a cada sorriso desprovido
encontro seu olhar de foto desbotada.

Não sei por que mas eu te amo
tantas vezes cruzei seu tempo
mas nunca falei contigo
medo estenderás seu nome?

Em cada matilha debandada
vejo um rosto em detrimento
em cada sonho atropelado
penso ser o único que te procura
em cada pergunta demolida
creio ser sozinho no mundo
em cada beijo desperdiçado
relembro beijos eternos
que nunca provei.

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