Tag: Max Linder

  • Seja minha mulher

    Charlie Chaplin disse que se inspirou no comediante francês Max Linder para criar Carlitos. As semelhanças parecem confirmar isso, mas, claramente, o pupilo superou o mestre. 

    Em Seja minha mulher, Max Linder se vê às voltas com peripécias para conquistar Mary, pois a tia da amada não concorda com o casamento. As gags envolvem confusões típicas deste cinema mudo, motivadas por trocas de identidades e diversas incursões pelos espaços urbanos, incluindo uma ousada aventura em um bordel. No entanto, gags envoltas em discriminações de raça e gênero transformam parte do cinema de Max Linder como datado e passível de recriminações severas.

    Seja minha mulher (Be my wife, EUA, 1921), de Max Linder. Com Max Linder, Alta Allen, Caroline Rankin. 

  • Sete anos de azar

    Após chegar bêbado em casa, o bem-sucedido Max acorda de manhã e se vê às voltas com uma confusão inusitada. Seu mordomo quebra o espelho do closet e na tentativa de disfarçar o ocorrido coloca outro empregado da casa, parecido com Max, do outro lado da moldura. É o ponto forte da comédia, as interações físicas entre Max e seu duplo frente a frente são responsáveis por cenas antológicas do cinema mudo. 

    O tema que provoca a série de gags é a superstição dos sete anos de azar para quem quebrar o espelho. Max está de casamento marcado, mas sucessivos desencontros e acidentes parecem comprovar a lenda urbana. 

    Sete anos de azar (Seven years bad luck, EUA/França, 1921), de Max Linder. Com Max Linder, Alta Allen, Ralph McCullough.