Caçada humana

A partir dos anos 50, um novo tipo de faroeste ganhou força no cinema americano. Os míticos pistoleiros do velho oeste passaram a ser retratados como personagens complexos, envoltos em conflitos interiores com a vocação de matador que carregam. Caçada humana, do grande Henry Hathaway, coloca Tod Lohman nesta galeria. Ele se envolve em briga de bar e seu oponente, filho de seu patrão, cai sobre a faca e morre. Perseguido pela família em busca de vingança, um novo acaso: ele atira para estourar a boiada e outro filho do violento rancheiro é pisoteado pelos animais. 

Lohman carrega a bíblia consigo, se recusa a matar e sofre com seu destino. Em uma espécie de road-movie à cavalo, em cada cidade que passa, fugindo de seus perseguidores, encontra ajuda, mas recebe conselhos que se repetem: ele precisa matar seus oponentes. É o lema que ressoou na conquista do oeste e ainda hoje ecoa entre americanos que não abrem mão de carregar suas armas.   

Caçada humana (From hell to Texas, EUA, 1958), de Henry Hathaway. Com Don Murray, Chill Wills, Dennis Hopper. 

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