O clube do filme

O clube do filme, de David Gilmour, trata da relação entre pai e o filho adolescente, abordando problemas comuns à geração: a falta de perspectiva, envolvimentos amorosos, drogas, sexo. Tudo narrado de forma fria e direta, sem o objetivo de incutir no leitor lições de moral, são apenas relatos pontuados pelas dúvidas de pai. Os diálogos são secos, sinceros. A sinopse: Jesse, adolescente, não se dá bem na escola, suas notas são medíocres. O pai propõe a Jesse que abandone a escola desde que assistam juntos a pelo menos três filmes por semana, escolhidos pelo pai. É o clube do filme. A partir desses encontros, a relação entre os dois assume um caráter mais íntimo.

A seguir, trechos do livro sobre Clint Eastwood, diretor e ator que faz parte da minha seleta lista de nomes favoritos do cinema.

Dava para passar um bocado de tempo vendo os filmes de Clint. Comecei listando cinco coisas que admirava nele.

  1. Adoro o jeito como ele mostra quatro dedos para o fabricante de caixões, em Por um punhado de dólares, e diz: “Me enganei. São quatro caixões’”.
  2. Adorei, como ressaltou o crítico britânico David Thomson, a postura de Clint ao lado do príncipe Charles no National Film Theatre, em Londres, em 1993. Para todo o mundo na platéia, ficou claro quem era o príncipe de verdade.
  3. Adoro o fato de Clint nunca dizer “Ação!” quando dirige um filme. Ele diz calmamente, em voz baixa: “Quando estiverem prontos.”
  4. Adoro ver Clint caindo de seu cavalo em Os imperdoáveis (1992).
  5. Adoro a imagem de Clint, no papel do detetive Dirty Harry, descendo a pé uma rua de São Francisco com uma arma em uma das mãos e um cachorro-quente na outra.

Contei a Jesse uma breve conversa que tive certa vez com William Goldman, que escreveu o roteiro de Butch Cassidy (1969) e, mais tarde, o de Poder absoluto (1997), para Eastwood. Goldman o adorava: “Clint é o melhor”, ele me dissera. “Um profissional completo, num mundo dominado pelo ego. Com Eastwood, você chega, faz seu trabalho e volta para casa; geralmente volta cedo, porque ele quer jogar golfe. E ele almoça na lanchonete do estúdio, como todo mundo.

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